segunda-feira, 22 de junho de 2015

[REVIEW] Chobits edição especial x primeira edição



Olá a todos, como estão?
Partindo para a nova proposta do blog de trazer conteúdos diferenciados, decidi começar os meus com um papo sobre o mais novo relançamento da JBC: Chobits!
Essa review é um comparativo entre a primeira edição do mangá nacionalmente, em 2005, e a nova. Falarei sobre minhas impressões entre as duas e o mais importante - vale a pena comprar tudo de novo?

Bom, já parto do pressuposto que vocês já conhecem a história de Chobits, então não vou comentar. Em lugar disso, vou falar sobre a minha história com a obra. Chobits foi o primeiro título nacional que completei a coleção, em meados de 2005. Por isso, são 10 anos de diferença entre as edições em minhas mãos, e 10 anos de amadurecimento próprio do olhar sobre a série.
Chobits foi um mangá que li e reli muitas vezes naquela época. Com 14 anos, eu não tinha lá maturidade para todas as questões abordadas, mas é uma das minhas obras mais queridas da CLAMP. Ter a nova edição em mãos me dá um gosto imenso de nostalgia na boca, e me faz criar aquele sorriso bobo principalmente no primeiro volume.
Vamos então para os pontos em que vou comparar lado a lado as duas edições e delinear suas diferenças [que são várias!]. Reli duas das minhas edições antigas [que agora correspondem ao tankohon inteiro lançado] e logo após a nova para ver cada detalhe!

A edição nova veio num plástico de boa qualidade, se os próximos volumes forem assim também vai ser perfeito <3

  • Capa/Tamanho
O design da capa é o mesmo da edição antiga. Meu volume está bem estragadinho, mas me recordo que mesmo quando recém comprado, o branco não era lá muuuito branco, e o papel é desses mais macios, que facilitava os cantos de amassarem. Gostei das fontes usadas e da capa num geral, ficou super clean e atraente.
O tamanho da edição nova é muito significante [tanto por tanto] - é grande, inclusive maior do que o recém terminado Sailor Moon.


Primeira página da reedição
Primeira página da primeira edição
Diferença nas cores das impressões!
  • Páginas coloridas
As páginas coloridas estão super bonitas! As cores estão vivas e dá pra reparar no salto da qualidade das imagens. Comparando um ao lado do outro, na edição antiga os laranjas dessa página dupla estão bem diferentes da reimpressão - e consequentemente agora muito mais próximas da edição japonesa.


  • Impressão/Papel
O papel usado também é aquele padrão novo adotado pela JBC, um offset bem branco e mais resistente do que o antigo, que era aquele papelzinho fino de jornal. Podem ver que mesmo bem guardado, meu volume antigo não resistiu ao tempo e ficou amarelado. Já sei que a edição nova não vai ter esse problema e vai se manter bem conservada sem muito esforço por bastante tempo!
A impressão está muito bonita, sem manchas nas páginas, bem definida. O que mais reparei foi que a edição antiga realmente deixava muito a desejar na parte de retículas. Mal dava para vê-las no fundo das cenas, ficavam super apagadinhas e feias. Agora na nova podemos ver todo o trabalho das autoras em cada mínimo detalhe!
  • Tradução
A tradução nova foi feita pela mesma pessoa - Arnaldo Massato Oka. Agora é que entra meu momento de "experiência". A tradução antiga não era ruim na época, era mais despojada até. Eu lia os mangás rápido porque a linguagem era muito simples e gostosa.
Bom, poucas coisas mudaram agora. Sinto que a tradução nova usa palavras mais maduras em certos momentos, mas a leitura continua sendo bem leve. Está mais atual também [trocaram "senhoria" por "zeladora"]. Meus dois únicos problemas, na verdade, foram com a adaptação da frase de efeito do Izakaya Yorokonde [na primeira edição era "Com todo o prazer!" e agora está "Vamo que vamo!"... JBC eu sei que quer ser descolada, mas menos, por favor]. Acredito que no original eles devem dizer algo entre "yorokonde shimasu" por conta do nome do estabelecimento, então a primeira frase fica muito mais próxima. Outra coisa que não gostei é que traduziram o honorífico que a Yumi usa com o Hideki. Antigamente a editora mantinha honoríficos, e eu sou muito a favor deles. Só que agora não tem mais isso, então "veterano Hideki" foi colocado e... Isso soa tão esquisito que não vou nem comentar.

Novas fontes na edição
  • Edição
 Ahh outra coisa que posso falar com muita experiência! Pra quem não sabe, eu fui editora de um scanlator por vários anos, e sou -muito chata- com essa parte. 10 anos atrás as edições da JBC eram uma bela porcaria - quadros pretos em cima de ilustrações por pura preguiça/falta de recursos para reconstruir imagens, fontes brigando com as originais japonesas, coisas mal apagadas, e por aí vai. Chobits era bem simples, não tinha muitas falas fora de balões, mas ainda assim sofreu algumas vezes. Além disso muitas falas não eram bem centralizadas nos balões, então o aspecto geral era bem feio.
Na reedição tudo isso melhorou! Notei reconstruções feitas com muito mais carinho, fontes melhores e uma valorização nas páginas num geral. Algumas vezes eu não gostei muito do aspecto visual das palavras, mas bom... vai de gosto.
  • Afinal, vale a pena?
Os relançamentos de títulos ganharam uma fatia bem interessante no mercado - edições de colecionador são atraentes para nós que acompanhamos mangás bem no início da existência deles no Brasil, e é muito especial ter um título antigo mais bem trabalhado junto com tudo o que sai de melhor qualidade atualmente. Apesar de ver várias séries sendo relançadas, eu nunca comprei nenhuma. Mas Chobits me despertou a curiosidade muito por conta do carinho pessoal que tenho pela minha primeira coleção completa, que juntei com o pouco dinheiro do lanche da escola que eu ganhava toda sexta.
Sentirei falta das capas adaptadas do meio tanko - elas eram bem feitas e seguiam os padrões muito bem. Além do mais, era muito legal ver as ilustrações tão bonitas das CLAMP numa época em que eu mal acessava a internet para encontrar esse material.
Mas devo admitir, a edição nova está apaixonante. Para mim, que coleciona por conta de referências artísticas + histórias marcantes, vale a pena. O preço achei bem razoável [R$16,90, e a primeira edição eram míseros R$4,90], se a qualidade se manter assim até o fim dos volumes, será uma linda coleção pra minha estante já abarrotada!
Eu também não costumo colecionar séries muito compridas [trauma de Negima!], 8 volumes é um número super razoável e até considero assinar por comodidade e economia geral.
Para mim, que sou super crica com mangás nacionais, está bem aprovado *u* e logicamente, todas as opiniões aqui são bem, BEM pessoais. Cada um considera "valer a pena" como algo diferente.

Agora aguardarei ansiosa para reler essa série amada e danificar ainda mais meus sentimentos relembrando tudo e com olhos muito mais maduros e perceptivos... Ai, alguém me arranja um lencinho? :<

Kon kon!
Zakuro.

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